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Crenças Limitantes: “Filtros” que Moldam sua Vida

Sabe aquela voz interna que diz: “Eu não levo jeito para isso”?

Na Psicologia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que essas frases são reflexos das nossas crenças. Dentro desta abordagem, trabalhamos com os conceitos de Crenças Centrais e Crenças Intermediárias; hoje, vamos focar especificamente nas Intermediárias.

O que são crenças?

Crenças são premissas ou ideias generalizadas que a nossa mente constrói para tentar organizar e entender a realidade. Elas funcionam como filtros que determinam como percebemos o mundo e, consequentemente, como nos comportamos.

Por exemplo: Se eu acredito que não “levo jeito” para determinada tarefa, é muito provável que eu desenvolva uma estratégia de esquiva e sequer tente executá-la.

Funcionais vs. Disfuncionais

As crenças são consideradas funcionais quando nos ajudam a navegar pela vida de forma adaptativa. Elas são flexíveis, baseadas em evidências, não geram sofrimento paralisante e não limitam nossas potencialidades.

Já as crenças disfuncionais (ou limitantes) são o oposto:

  • Rígidas: Não aceitam nuances.
  • Sem lastro: Não se baseiam em evidências reais (fatos e dados).
  • Limitantes: Impedem o crescimento e cerceiam a liberdade de escolha.

O papel das evidências

Quando falamos em evidências na TCC, estamos falando de dados objetivos. Antes de assumir categoricamente que “não levo jeito para cantar”, eu deveria ter tentado, praticado e buscado aperfeiçoamento. Se, após o esforço real, o resultado fosse negativo, teríamos um dado.

No entanto, o que geralmente ocorre é que assumimos a crença como uma verdade irrefutável antes mesmo de testá-la, ou baseados em uma única situação isolada que pareceu confirmar aquela ideia.

Por que é tão difícil mudar?

Muitas vezes, desconsideramos as situações em que a crença se mostrou falsa. Isso acontece porque as crenças são enraizadas: foram construídas e reforçadas desde cedo, ao longo de muitos anos.

Abandonar premissas tão consolidadas gera o medo do desconhecido e um desconforto emocional intenso. Como nossa tendência natural é evitar sensações desagradáveis, acabamos mantendo os padrões.

O papel da TCC

A Terapia Cognitivo-Comportamental atua na identificação e contestação dessas crenças, auxiliando o paciente a desenvolver pensamentos mais realistas e comportamentos mais saudáveis.

Quer se aprofundar e descobrir como aplicar isso na prática clínica? Explore nossa aba de “CURSOS” e amplie seus conhecimentos

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