Você já teve a impressão de que o mundo está pior, mais violento ou que só acontecem coisas ruins? Se o seu humor anda mais deprimido e sua visão de mundo mais pessimista, talvez seja o momento de rever como você consome informações. Essas sensações podem estar diretamente ligadas ao conteúdo que as redes sociais entregam a você.
Mesmo quem tem o hábito de buscar fontes confiáveis e evitar as famosas fake News, pode ser influenciado negativamente. Isso acontece pelo consumo frequente do que os algoritmos sugerem.
Mas como isso funciona na prática?
O conceito de Figura e Fundo:Na Psicologia da Gestalt, entendemos que a percepção de si, do outro e do mundo é influenciada por fatores internos. O que colocamos em foco chamamos de FIGURA; algo que geralmente sofre forte influência da nossa subjetividade e experiências. O que sai desse foco e passa a ser menos percebido é o que chamamos de FUNDO.
Mas o que isso tem a ver com as telas?
A lógica do Algoritmo:O algoritmo é um conjunto de regras lógicas que busca resolver um problema ou entregar um resultado. Quando você pesquisa um produto ou clica em uma notícia, a plataforma entende seu interesse e passa a sugerir materiais similares. Nas redes sociais, cada curtida ou compartilhamento alimenta essa engrenagem: se você interage com um conteúdo negativo, será inundado por sugestões parecidas em questão de minutos.
A “Bolha” Informativa:Isso torna seu consumo online extremamente personalizado. A “máquina” recomenda o que ela entende que você deseja, diminuindo drasticamente a chance de você encontrar opiniões opostas ou conteúdos de natureza diferente.
Na prática, isso afasta você de notícias otimistas ou neutras. Ao colocar as notícias preocupantes como FIGURA (foco principal) e deixar todo o resto como FUNDO, criamos uma distorção da realidade. Afinal, o mundo também é composto por acontecimentos bons, mas eles acabam “escondidos” pelo filtro do algoritmo.
Conclusão:Estar bem-informado é essencial para combater a desinformação, mas o excesso de conteúdos negativos gera sentimento de impotência e ansiedade. Equilibrar o que deixamos entrar no nosso “foco” é um exercício de saúde mental.
E você, como anda a sua relação com o mundo digital hoje?
Denise Walder Ferolla – CRP/PR 19.605






