A Inteligência Artificial (IA) tornou-se onipresente. Das redes sociais ao atendimento ao consumidor, ela transformou a forma como consumimos cultura e aprendemos novos idiomas. Diante de algoritmos que parecem cada vez mais “humanos”, surge um temor natural: seriam os profissionais substituíveis por máquinas?
Para profissionais da área da saúde, como os psicólogos, essas inovações ainda carecem de algo fundamental, que se torna um obstáculo para que as máquinas façam sozinhas este trabalho: a subjetividade.
Recentemente as IAs, têm aprendido a lidar superficialmente com emoções porque estamos ensinando essas ferramentas a mimetizarem interações humanas, mas; o aprendizado de máquina é baseado em padrões e conceitos predefinidos, algo que não atinge a complexidade e a individualidade que possuímos.
A psicoterapia exige uma profundidade que só o encontro entre dois seres humanos permite. Nossa compreensão do outro é moldada por nossas próprias vivências, dores e memórias, elementos que compõem a complexa teia da individualidade humana. Uma IA pode ser uma boa ferramenta de organização, mas jamais terá uma compreensão genuína da psique humana.
Está precisando de ajuda para lidar com suas emoções?
Procure um humano!
Vamos deixar que as máquinas resolvam os assuntos lógicos e as pessoas cuidem daquilo que nos une como espécie.
Denise Walder Ferolla – CRP/PR 19.605






