Você tem um bichinho de estimação?
Se a resposta for sim, certamente o título deste texto despertou sua curiosidade. Se não tiver, é muito provável que conheça alguém que tenha um “filho” não humano.
Mas, afinal, ter um animal de estimação é sempre positivo para o bem-estar emocional?
A resposta é… Depende!
Os animais podem oferecer benefícios significativos, tais como:
- Redução da solidão: Proporcionam companhia constante.
- Senso de propósito: Manter uma rotina de cuidados com o pet, pode nos manter motivados a manter a nossa própria rotina.
- Ativação comportamental: O estímulo para passeios ajuda o tutor a manter-se fisicamente ativo.
- Regulação do humor: Observar suas peripécias e interagir com eles gera sensações de recompensa e de ser amado.
Por outro lado, precisamos estar atentos aos exageros. A humanização excessiva do animal ou um nível de apego que gere sofrimento elevado pode ser prejudicial. Isso pode se manifestar na evitação de situações sociais que não envolvam o pet, no agravamento de processos de luto pela perda do animal e ansiedade de separação em afastamentos temporários.
Outro aspecto crucial antes da adoção é a análise das questões práticas tais como; a rotina e a saúde financeira do indivíduo ou da família. Avaliar esses pontos ajuda a determinar se o momento é viável para uma adoção e; qual tipo de animal é mais indicado, incluindo porte, espécie ou raça, visando a melhor adaptação ao cenário atual.
Se a análise for realizada criteriosamente, a presença de um pet torna-se, de fato, um suporte valioso, contribuindo diretamente para o progresso de diversas metas terapêuticas.
Denise Walder Ferolla – CRP/PR 19.605






