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Urgência Digital X Tempo Terapêutico: O desafio de atender adolescentes

Trabalhar com adolescentes, assim como na clínica infantil, possui particularidades que exigem não apenas o domínio de técnicas específicas, mas uma sensibilidade aguçada para adaptar o setting terapêutico a um público singular.

Vivemos em uma era onde tudo é intenso, volátil e virtual. Nesse cenário, o processo psicoterapêutico, (que se alicerça no vínculo, no tempo e na paciência) muitas vezes caminha na contramão do sentido de urgência e da versatilidade típicos da adolescência.

Enquanto o mundo externo exige respostas instantâneas, o consultório propõe a pausa e a elaboração. Esse “choque de velocidades” é um dos primeiros desafios que o terapeuta precisa manejar para estabelecer uma aliança de trabalho sólida.

É muito comum também, que o adolescente chegue ao consultório sem compreender exatamente por que os pais decidiram buscar ajuda. Essa falha na comunicação familiar frequentemente se interpõe como uma barreira inicial significativa. Quando o jovem não se sente parte da decisão, a terapia pode ser percebida como uma imposição ou um castigo, e não como um espaço de suporte, portanto; avaliar a concordância do adolescente em relação a terapia, é um aspecto crucial do manejo clínico. Sem o engajamento real do paciente, a resistência torna-se o tom predominante das sessões, comprometendo diretamente os resultados.

Você tem enfrentado estes desafios nos seus atendimentos? Compartilhe sua experiência conosco!

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