O choro é uma das formas mais efetivas de expressão de emoções, ele nos ajuda em momentos felizes, de nostalgia, saudade, tristeza e até raiva. Contribui para a regulação emocional, gera alívio, ameniza dores, lubrifica a região ocular e tem efeito calmante. Mas; mesmo com todos estes benefícios, chorar ainda pode ser um desafio para muitas pessoas.
A dificuldade de chorar é individual e multifatorial, fator que prescinde investigação em consultório, porém; algumas regras e aprendizados sociais costumam estar relacionados a este problema.
Em crianças pequenas, o choro é bem compreendido; muitas vezes o adulto acolhe e acalma, mas; à medida que a idade vai aumento, em especial para os meninos, o choro passa a ter uma imagem negativa tal como falta de força, ser um ato histérico ou “feminino.” As mulheres adultas também enfrentam dificuldade pois o choro é igualmente visto de maneira pejorativa, relacionado a instabilidade emocional, menor confiabilidade ou fraqueza.
Outro aspecto que inibe a expressão emocional através do choro, são as reações das pessoas quando alguém chora. É muito comum que alguém próximo diga para parar, se acalmar ou até que traga artifícios para inibir este comportamento. Isto, associado a experiências e traumas individuais pode levar o indivíduo a perder a capacidade de expressar as emoções através do choro, acarretando prejuízos significativos, pois esta é uma via de regulação emocional (e biológica) além da possibilidade de expressar os sentimentos ao invés de guardá-los.
No consultório, o profissional pode ir reaproximando gradativamente o seu cliente de situações que levam ao choro e com isto ir avaliando a progressão dele e a percepção de benefícios. Assim como outros comportamentos aprendidos, o hábito de chorar pode ser reconstruído gradativamente, trazendo importantes benefícios físicos e emocionais ao indivíduo.
Você já teve um paciente que dizia estar com o “coração de pedra”?
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