Já chegamos em Agosto de 2026 e, este ano tem sido repleto de acontecimentos e eventos, algo que amplifica aquela velha sensação de que o tempo está passando rápido demais.
Na Psicologia, entendemos que a percepção do tempo é fundamentalmente subjetiva, uma vez que está atrelada às nossas experiências, emoções e memórias. Diversos estudos experimentais corroboram essa subjetividade: quando os indivíduos se submetem a situações aversivas ou desagradáveis, costumam relatar a impressão de um tempo “emperrado”; por outro lado, diante de eventos prazerosos, o tempo parece voar.
Mas qual é a relação dos meses do segundo semestre do ano com esse fenômeno?
Já passamos da metade do calendário civil e especialmente em anos “agitados” como tem sido este, é comum surgir o sentimento de que “não fizemos quase nada” daquilo que havíamos planejado. Esse marco temporal costuma disparar um nível elevado de angústia e autocrítica, alimentado pela crença de que o tempo não foi aproveitado adequadamente.
Embora essa dinâmica seja complexa e perpasse a singularidade de cada sujeito, existe um fator comum que frequentemente fomenta esse tipo de sofrimento: a subestimação do processo, da rotina e dos pequenos avanços diários.
Muitas pessoas invalidam os passos necessários para a construção de seus objetivos, hiper focando apenas no resultado esperado. Essa percepção de “fracasso” também costuma ser alimentada pelo estabelecimento de metas irrealistas ou inviáveis. Afinal, se o planejamento está muito além do que é materialmente executável, a probabilidade de frustração se torna alta, independentemente do nível de esforço e empenho investidos.
E você, colega, como costuma manejar essa demanda na clínica ou observar o mês de Agosto na sua própria jornada?
Sob a ótica do copo ainda meio cheio ou meio vazio?
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