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Atendimento Remoto: Praticidade que exige cautela

Com o avanço tecnológico impactando diversas áreas, a saúde também migrou para o ambiente digital. Na Psicoterapia, esse movimento não foi diferente. Hoje, as plataformas virtuais são aliadas valiosas, mas é preciso entender onde a praticidade encontra os limites da técnica.

O que diz a ética profissional:O Conselho Federal de Psicologia (CFP) permite o atendimento remoto, desde que a qualidade do serviço e o rigor ético sejam preservados. Segundo o Código de Ética Profissional, o psicólogo deve garantir condições de trabalho dignas e apropriadas, utilizando técnicas fundamentadas na ciência.

Na prática, isso significa que não há restrições ao atendimento online, desde que o profissional consiga adaptar suas ferramentas e manter o padrão de excelência do consultório físico.

Por que a modalidade cresceu tanto?

O aumento da demanda pelo formato virtual reflete o estilo de vida moderno. Entre as principais vantagens, destacam-se:

Economia de tempo: Eliminação de trajetos longos e trânsito.

Redução de custos: Menores gastos com deslocamento, estacionamento e logística.

Conforto: Possibilidade de realizar a sessão em um ambiente familiar.

Quando o atendimento virtual é desaconselhado?

Apesar das facilidades, a Psicoterapia possui particularidades que exigem atenção. O modelo remoto pode não ser o mais indicado em algumas situações:

Limitações Tecnológicas: Quando o cliente não possui uma conexão estável ou aparelhos que permitam uma chamada de vídeo de qualidade.

Barreiras de Privacidade: Se o paciente não tiver um local isolado, livre de interrupções ou da presença de pessoas ligadas à sua demanda terapêutica. A falta de sigilo compromete a concentração e a entrega ao processo.

Dificuldade de Adaptação Técnica: Nem toda técnica migra bem para o digital. Atendimentos infantis que dependem de brinquedos e jogos, ou abordagens como a Cognitiva e a Reichiana que possuem algumas técnicas que exigem observação minuciosa da postura e respiração por exemplo, podem ter sua eficácia reduzida na tela.

Foco na Socialização: Se a meta terapêutica principal envolve o treino de habilidades sociais e exposição presencial, o contato físico pode trazer resultados mais rápidos e profundos.

Conclusão: O atendimento online é uma excelente ferramenta e democratiza o acesso à saúde mental. No entanto, a modalidade não deve ser uma escolha automática baseada apenas na conveniência. Cabe ao profissional avaliar cada caso individualmente, sugerindo o formato que melhor atenda às necessidades específicas do paciente e garanta o sucesso do tratamento.

Denise Walder Ferolla – CRP/PR 19.605

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